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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Das dores de amores... só nos resta o sentir.


"É tão difícil compreender as emoções quando se rompe uma relação. Às vezes, temos certeza que tudo passou e de repente tudo volta. Como definir se o que sentimos é amor ou não é? Se é saudade ou solidão? Tristeza ou decepção? Posse ou desejo? Perda. 

Quando se perde um grande amor, muitas dúvidas emergem sob o fundo do sofrimento. Para alguns é um momento de intenso crescimento. Muito se pode aprender, uma aprendizagem que nos faz humildes diante da própria fragilidade. Deparamos-nos com o que é a dor, a impotência diante dos sentimentos, a paciência necessária para esperar passar, pois a dor de amor não passa na velocidade da net, do gigas, dos chips, e o tempo que isso leva é indeterminado, é pessoal e singular. 

Aceitar os altos e baixos, os enganos, os tropeços, as dúvidas, a falta de controle. Aceitar a não certeza, o não acesso ao que o outro sente e pensa, a incoerência do humano, a fraqueza, o medo, a culpa, o erro que não tem concerto, a marca da mentira e o que fazer com tudo isso? 

O tempo não volta e as coisas não se apagam, por amor que tentamos, mas nada vai permanecer do jeito que está. A incerteza do futuro corrói, o medo do que virá, a ansiedade pelo novo e desconhecido, a prisão do passado, do familiar, que falta faz, será abstinência? 

Temos sim abstinência do outro a quem amamos e perdemos, somos forçados a esquecer quando ainda, ainda não estávamos preparados. O choro que insiste em voltar, a vida que segue, e o tempo que insiste em passar, a confusão que não consegue chegar ao fim, tempos distintos, tempos diversos, tempo de cada um. Amor perdido, amor doído, amor esquecido, quando? 

Quando você está preparado para correr o risco de passar por tudo isso de novo e lembrar da abundância de felicidade num coração que ama, e é também amado..."

(texto extraído do http://terapiologas.blogspot.com.br/2009/07/quando-se-perde-um-grande-amor-priscila.html) .

Este texto, tão simples e tão singelo é atemporal. Esse momento de "luto pela morte de alguém que contunua vivo" é o que alimenta os compositores das dores de amores de todas as épocas da existência humana. A coisa boa disso tudo é perceber que só há dor porque existiu muito amor um dia. E quem nunca sofreu por amor, no fundo, é porque nunca amou de verdade.
 Um beijo no coração.
Conselho?! Viva o tempo, entregue-se a ele e deixe-se levar. Ele cura tudo se respeitado.